PERFIL - GABRIELA FERNANDA


PRAZER, GABRIELA

É com o jeitinho “come quieto” que Gabriela nos cativa. Dona de um olhar penetrante, a paranaense de 28 anos é de poucas palavras e prefere se expressar no som das cordas do violão. Nascida em Santo Antônio do Sudeste, a moça percebeu cedo sua paixão pelo instrumento e com tudo que poderia criar com ele e, de tanto pedir, aos oito anos, ganhou de seu pai o primeiro violão. “Comecei a perceber o violão na igreja e aí ganhei um Giannini trovador. Fiquei apaixonada”. Da pele branca e cabelos negros lisos, Gabi, como gosta de ser chamada, fuçou tanto o instrumento que aprendeu sozinha a tocar, já que ninguém na família tinha contato com o mundo da música. Arranha no piano, cavaquinho e pandeiro, mas aos 14 anos, foi aperfeiçoar sua técnica em aulas particulares de violão e, dessa vez, estava melhor acompanhada: um novo Giannini, dessa vez elétrico e de cor amarelo vibrante.
As primeiras vezes em público vieram com apresentações no colégio, onde, acompanhada de outros colegas que gostavam de tocar, Gabi se divertia tocando rock anos 80.  Apesar da timidez, ela sempre tentou vencer o medo do público e se permitir fazer apenas o que gosta, tocar para extravasar. Se declara fã de ícones da música como Renato Russo, Engenheiros do Havaí, Roxette, Cindy Lauper, Pink, Tim Maia, Red Hot Chili Peppers, Robin Williams e Raul Seixas, donos de sons nos quais ela gosta de brincar nos instrumentos.  Com o passar dos anos, a moça mudou-se para Toledo (PR) e em 2015 pousou em solos catarinenses, mais precisamente em Itajaí, onde iniciou o curso de Psicologia na Univali.
Chegando por aqui, Gabriela trouxe consigo o talento e o violão, trouxe seu hobby favorito. Toca músicas clássicas de formas diferentes, toca para pensar na vida, relaxar e passar o tempo. Arrisca, esporadicamente, apresentações em bares da região onde sente prazer e enfrenta o medo do palco: “Fica todo mundo olhando, aí eu fico meio nervosa. Não sou habituada, mas no fim fica tudo certo”. Ainda é cheia das dúvidas em relação a uma carreira musical, mas mostra um carinho enorme ao dizer que tem muita vontade em cursar bacharel em música.
Gabriela Simão é daquelas pessoas que usam o violão como resposta para os problemas da vida. Tocar, criar e recriar é o que traz a ela uma sensação de paz. Cresceu com esse amor no peito e o carrega até hoje como hobby preferido, como um passa tempo cheio de rimas e ritmos. 1,57m de muitos sorrisos tímidos e passos calmos, Gabi sempre tem um tempo para o violão e para ouvir seus sons preferidos: “Ouvir música todos os dias é como uma religião pra mim”.


Muitos acreditam que uma bela composição é somente questão de emoção; eu vejo como uma saída para as dores de quem me fez sofrer, no simples capricho que não soube amar.











Não é de se surpreender que uma juventude tão alienada pelos seus telefones e sua visível apatia, seja  politicamente sem opinião. Pergunta a um universitário o que ele escuta, e logo vai entender o motivo da falta de empatia, inteligência emocional e questionamentos. O Rock ‘n Roll além de estilo de vida traz cultura na vida das pessoas, pois o Rock é história.




O sentimento de tristeza nos leva a uma morte lenta. Perde-se as lágrimas e  esperanças para a solidão, assim como o violão perde as notas na escuridão.


A música nos permite sentir o presente e sonhar com o futuro. 




A música permite olhar além.


Conexão do artista e arte.





























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